domingo, 10 de maio de 2009

Mães de verdade



Ando meio desleixado com as notícias do mundo LGBT (ou como quiser... não me interessa muita a ordem das letrinhas). Semana corrida, entre coisas da faculdade, amizades... Todas maravilhosas e que não me deixaram parar – o que foi muito bom; precisava de um UP. Enfim, sem estar atento ao que acontece, deixei passar o fato que estava ocorrendo em São Paulo. Um casal de lésbicas teve gêmeos. Acontece que as duas foram as mães. No caso, uma entrou com o óvulos e outra com o útero (entenda mais).

Enfim. O casal Adriana e Munira, assim como outros que já conseguiram esse direito, estão na justiça para conseguir que as crianças sejam registradas com o nome das duas mães. Nesse caso, não seria adoção, diferente das jurisdições pré-existentes no país, seriam sim, as duas mães biológicas.

A justiça, espero, concederá esse direito. Mas fico curioso apenas com uma coisa. Independente de qualquer alegação ou dúvida, isso não deveria, não poderia gerar discussão. Deveria ser automático. As duas são mães e pronto. Ahh!! Me perguntaram o que eu penso sobre, afinal, se elas se separarem quem iria ficar com a guarda??? Raciocinem, para mim seria simples, um processo normal como acontece aos milhares. Poderia ser guarda compartilhada ou não. Enfim, que costume é esse de colocar problemas porque são lésbicas, porque são diferentes? Acontece aos montes de mães terem filhos que não é dos seus parceiros, boa parte do popular ‘vizinho’ e na certidão quem é o pai é o marido. E nesse caso, em que teve a participação das duas mães o assunto é discutido?! ‘Ora bolas’, acho que ando perdendo a paciência com assuntos do tipo.

Felizmente o assunto ganhou uma certa mídia, não que considero bom expor essa família, mas sem isso a sociedade não enxerga a realidade, tem uma visão distorcida dos fatos e aí só complica. Vide o casal Vasco e Júnior, bem conhecidos por serem o primeiro casal homossexual a adotarem uma criança juntos, e ela ter o nome de dois pais em seus documentos.

Novas situações sociais, ou melhor, vislumbre da realidade por meio da mídia; novas famílias, novas concepções. Todas continuam sendo famílias, todas continuam tendo suas mães e seus pais. E não teria dia melhor, mais engendrado para falar disso. O dia das mães infelizmente virou comercial, temos por obrigação presentear, e acabamos esquecendo da pequena diferença que torna alguém mãe de verdade. Um sentimento muito além da maternidade, o verdadeiro e quem sabe único: amor incondicional.

Parabéns a todas as mães, independente de raça, cor, sexo, gênero. Há todas que de algum jeito são verdadeiras mãezonas... No meu caso... parabéns a minha biológica e as mães que fui adquirindo durante a vida!!! Meu muito obrigado!

Novas famílias - infelizmente a Globo acabou de tirar do ar o vídeo que estava postado aqui (10/05/2009), a solução foi por o vídeo gravado amadoramente sobre a matéria veiculada no Globo Repórter (link do vídeo indisponível).

2 comentários:

Guilherme disse...

É isso aí Julio... legal parabéns pelo seu! Point da comunicação..

Abraço

Túlio disse...

valeu pelo comentário!

seguirei teu blog, curti bastante.

abs

Olhos atentos