terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Tudo novo de novo

Eita frase jargão!!! Afinal termina ano, começa ano... renovamos a nossos pedidos, nossas esperanças, renovamos nos desejos, nossa fé no homem, renovamos a fé! E é isso que nos move, seja apenas lá dentro do seu íntimo, seja publicamente. Parece que temos essa necessidade, ou apenas criamos ela culturalmente. Mas isto não quero responder agora.

Andei de férias. Prefiro definir assim. Dei-me um grande folga. Se tiver ainda leitores assíduos, lembraram que nos finais de 2009 minha vida andou um tanto angustiante. Coisas da vida, como diriam os poetas. Coisas que dão e passam, coisas que precisam enfrentar, aprender a lidar, a conviver.

Mas como tudo que não se decide e se angustia, uma hora tomo outro rumo. Assim como algumas situações o anoi de 2009 se foi. Ficou nas lembranças. Dos momentos maravilhosos, das grandes conquistas, das muitas decisões e iniciativas, e também dos momentos em que ser fraco, ficar passivo perante as situações, me permitiriam entender o que é força - não é a atitude, mas sim o quanto vc consegue agüentar uma tensão, não é provocá-la.

E então, num dia 12 de janeiro, deste ano que se inciou (2010). Estou assistindo o início do BBB10 da rede Globo, e me vejo num sonho. Dois gays assumidos, algumas mulheres que não definiram exatamente a sua preferência sexual, e um advogado apoiando as diferenças e enfim, a justiça. Quatro dias depois de ter assistido ao filme Avatar (em 3D - recomendo), me vejo num novo mundo, Pandora real, novo ar, novo ânimo.

Que seja 2010 o ano das surpresas boas, sem nos preocuparmos com as intenções, sejam elas de grandes conglomerados midiáticos, sejam elas de empresários ou marqueteiros políticos, a questão toda é o respeito as diferenças, a nossa luta pelos direitos civís.... enfim... começo o ano... e recomeço no blog desejando muita coisa boa para a comunidade gay, para a comunidade LGBT, para os negros, os cadeirantes, e todos os indivíduos que se sentem excluídos, colocados de lado e que sentem todo o dia o peço do pior sentimento terrestre: a indiferença.

Um super beijo a todos.... até mais!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Uma grande atriz conta história de uma grande transexual: quem diria!!!

Baseado numa obra literária que conta a história de um pintor, que vira pintora, o filme "The Danish Girl” estrelado por Nicole Kidman, é assunto da minha página predileta da revista da Folha de Hoje. Espero que esse filme dê muito o que falar, assim como o nosso queridíssimo "Do começo ao fim" que conto as horas para assistir.

A primeira 'transmulher'
por Vange Leonel

Na coluna anterior contei um pouco da história do casal de artistas dinamarqueses Einar e Gerda Wegener. Depois de posar para os quadros da companheira em trajes femininos, Einar, o marido, tomou gosto pela coisa e passou a viver como mulher. Gerda não se opôs à decisão do marido, mas o casal teve que sair de Copenhague por conta do escândalo.

Resolveram morar em Paris onde Einar assumiu a identidade de Lili Elbe, passeando pelas ruas sem que ninguém desconfiasse de seu sexo biológico. Anos se passaram até que Einar/Lili quis completar sua transformação. Com o apoio de Gerda, foi a Berlim fazer a primeira de uma série de cirurgias para mudar seu sexo. Inicialmente, teve os testículos removidos. Nos meses seguintes, retirou o pênis e implantou ovários recebidos de uma doadora.

Seu desejo de se tornar mãe era tão grande que quis um útero. Esta foi, por fim, sua derradeira cirurgia experimental. Uma rejeição ao tecido uterino e outras complicações pós-operatórias levaram Einar/Lili à morte em 1931.

Resumida aqui em suas manchetes médicas sensacionalistas, a história vai virar filme estrelado pela belíssima Nicole Kidman no papel de Einar/Lili. Indagada por que aceitou o papel, Kidman respondeu: "Nunca escolhi relacionamentos seguros ou papéis seguros para a minha carreira". Ao arriscar, aposto que ela abocanha um Oscar pelo papel do primeiro homem no mundo a mudar de sexo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Um grito que precisa ser mais forte.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Admirável mundo que perpassa o exibicionismo

Nos mostrar, nos deixar ver, deixar que nos admiram, que nos odeiam. Permitir ser conhecido, trabalhar pra isso. A exibição, seja de adornos no corpo, seja nos modos de se comportar, seja na timidez feroz. Toda, inteira, completa. Ela está ligada diretamente ao nosso modo de existir enquanto sociedade. Antes mesmo de termos o termo sociedade, comunidade, aquilo que há em comum por um grupo.

É fato, só existe poder quando comprovado pela exibição, quando comprovado por outros, só existe comandante quando há quem queira ser comandado. Esta última frase é recente, quem sabe uma releitura da literatura explicativa do poder, mas refeita de forma mais clara. O poder, não como dominação extrema, mas como algo desejável dentro do cotidiano humano, nos aspectos que constituem a formação individual, é algo a ser conquistado.

Não queremos, de modo nenhum viver no anonimato, não queremos deixar que alguém tomo o nosso poder ou conquista algo usando de nossos méritos. Até o que não busca incessantemente, sabes, que no seu âmago, há o desejo pelo simples, solidário, e tão difícil de ser conquista: respeito!

Vendo “Budapeste” viajei em alguns pensamentos, que sabe, até poéticos, sobre a relação do poder. Algumas sacadas que neste momento já não povoam mais os meus pensamentos, pois eles são intensos demais, e por não conseguir doma-los, logo os perco e/ou os misturo aos outros tantos.

Não quero me ater ao filme, pois já tem belas críticas e com certeza, melhores; quero apenas indicar, como sempre faço, e deixar os meus breves comentários sobre aquilo que a obra despertou em mim. A vontade que perpassa o exibicionismo, a vontade que diz que o autor é muito mais aquele que apresenta a obra, transcreve, mas aquela que vive dia-a-dia, uma verdadeira obra viva. É sensacional saber que de certa maneira somos todos autores, de um livro, de uma peça, contribuintes das obras alheias, personagens de uma obra muito complexa a vida. E mesmo assim, ainda insistimos em nos exibir a qualquer custo, em todas as novas tecnologias, enquanto outros, mais tolos ainda, pensam que não precisam se utilizar delas para viver.

Depois desses rabiscos... fica a dica.


domingo, 15 de novembro de 2009

Viva o vestido curto de Geisy!!!

Ontem, na madrugada, no programa Altas Horas da Rede Globo, a tão comentada Geisey deu um show de boas atitudes, ótima educação, e ainda por cima, mostrou que sabe, inclusive, lidar muito bem com o meio midiático. Quase virei seu fã. O que me espanta ainda, e já escrevi alguma coisa sobre e também comentei no blog da Márcia Tiburi, é que muitas mulheres, infelizmente, continuam agindo em prol do machismo. Nas perguntas do programa do Serguinho, a maioria das meninas questionaram se a roupa era adequada e se por acaso ela não teria a intenção de se mostrar.

Deixo de lado os comentários que faria e apenas colo aqui um texto que saiu na Revista da Folha de Hoje. Boa leitura!!!



Mais que uma saia justa
por Vitor Angelo

Não se fala de outra coisa: a saia justa na Uniban quando a estudante Geisy Arruda, 20, foi agredida verbalmente, acuada, xingada e ameaçada de estupro por usar um minivestido. A primeira reação da universidade não poderia ser mais cinto de castidade, ao expulsar a aluna por "flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade". Pressionada, a universidade teve que revogar a decisão.

O mais impressionante nessa discussão foi a reação de muitas mulheres que condenaram veementemente o uso da minissaia, esquecendo que essa peça é exatamente o símbolo da liberação feminina nos anos 1960.

Se hoje as mulheres podem frequentar uma universidade, algo se deve à redução do tecido das saias. Como bem ressaltou uma amiga, ao dizer que foi a aluna que causou a situação, temos o mesmo raciocínio machista que culpa a vítima de estupro por "provocar" o estuprador.

As mulheres continuam sendo as maiores algozes delas mesmas, assim como os gays. Quando um viado apanha na rua de uma gangue, as bichinhas são as primeiras a proclamar: "Com certeza devia estar mexendo com os bofes". Como se isso fosse algo tão condenável. Pensando dessa forma, as minorias permanecerão servas voluntárias por muito tempo. Contra isso, viva a minissaia de Geisy!

sábado, 14 de novembro de 2009

A visita de Madonna

A visita da Madonna ao Brasil está dando muitos comentários na imprensa brasileira. Críticas é o que não falta, já que algumas coisas inesperadas aconteceram, como a doação de 7 milhões de um empresário brasileiro aos projetos sociais da rainha do pop. Por não estar muito inspirado para escrever meus comentários sobre a sua visita, e por achar que ela está bem grandinha para ficar dizendo o que deve ou não fazer. Mas um fato não posso deixar de abordar. Que ela andou perdendo o encanto, com certeza, e infelizmente perdeu. Camille Paglia (entrevista a Veja deste ano), conhecida por ter colocada Madonna como a rainha do pop, hoje afirma que a mesma perdeu o direito ao trono, se desmanchou enquanto figura heróica e representativa da mulher moderno, da artista, etc.

Somente falo isso, pois de certo modo, a figura da Madonna não tem mais aquele poder que eu sentia ao mencioná-la. As lutas dela não são as mesmas, e da mesma forma que Camille vê a perda de foco, eu também vejo. Me cansa ver Angelina, Madonna, querendo resolver os problemas da fome e da educação. Mesmo Madona não perdendo seu potencial artístico - adoro tudo - preferia a Madonna que falava em prol das mulheres e dos gays, e que de uma forma mais coerente lutava por ideais de nossa época, pertinentes a sua música. Não falo da coerência burra, mas sim, aquela que esperamos dos nossos ídolos pops.

Pra descontrair um pouco deixo uma charge, que não fala nada disso que me referi no texto, mas que de certo modo, faz-nos desmascarar o mito Madonna e torná-la, uma simples cantora de sucesso, com muito dinheiro, e alguns projetos sociais.


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Um clipe desconhecido do Michael Jackson

Meu amigo blogueiro James Pizarro postou recentemente este vídeo, uma música de Michael Jackson sobre a situação do planeta, o tal aquecimento global. Quem quiser saber mais acesse o blog do James. Deixo para vocês o clipe:

Olhos atentos