quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Um combate à indiferença

Família reconhece união gay de vítima de acidente da TAM

RENATA BAPTISTA

DA AGÊNCIA FOLHA – 25/10/2008

Nesta semana, o companheiro de um cabeleireiro que morreu no acidente com o Airbus da TAM em Congonhas (SP), em julho do ano passado, conseguiu fazer com que a família da vítima reconhecesse a união estável entre os dois.

Após o reconhecimento, ele abriu mão dos 50% da herança que lhe caberia. "Ele estava mais interessado no reconhecimento da união, por isso abriu mão dos bens. Era mais uma questão moral", disse a advogada de Édson Flávio Nunes, Alessandra Gonzaga.

Nunes e Renato Soares -vítima do acidente- moravam juntos desde 2002. Segundo a advogada de Nunes, o relacionamento entre os dois começou em 2001, mas a família de Soares, "não aceitava a situação".

Com a morte de Soares, seus familiares iniciaram o inventário e bloquearam seus bens. Por isso, Nunes acionou a Justiça pedindo o reconhecimento de união estável entre os dois para ter acesso a 50% da herança de Soares - que consiste em um carro e valores de dinheiro em bancos.

Em junho deste ano, segundo a advogada, Nunes obteve, por meio de liminar, o direito de receber um terço da indenização paga aos familiares das vítimas do acidente. Os outros dois terços foram pagos à mãe e aos irmãos de Soares. Ele apresentou à Justiça provas de que os dois viveram juntos. A advogada não quis revelar o valor recebido por seu cliente.




Olhem bem, coisas desse tipo nos animam. Depois de uma vida, que provavelmente, o rapaz teve, de não-aceitação da família de sua orientação sexual e ainda pior de seu companheiro, isso é reconhecido, ainda que judicialmente. E aí, alguns “imbecis” – desculpem o termo – ficam dizendo por aí que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não muda em nada. Claro, não muda pois você não pensa no outro, ou pois você é hétero e tem esse direito assegurado. Nesse caso o que o companheiro mais queria era essa aprovação do relacionamento dos dois, muito mais que o dinheiro. Infelizmente a lei é o parâmetro para a aceitação dentro de uma sociedade em que os órgãos de governo controlam a vida em sociedade. Não podemos deixar de lutar por este direito. Não podemos abandonar o sonho de casar. Desconstruir essa idéia que só pode homem e mulher. Podemos sim e queremos.


Para essa família não desejo nada, só irei utilizar esse exemplo para dizer, que mesmo não conhecendo a real história da não-aceitação. Só sei dizer que muito pior que não aceitar é a indiferença, quantas famílias tratam seus filhos, irmãos, primos; com este sentimento frio de “não estou nem aí, não aceito, mas não julgo”. Cara! Somos humanos, precisamos de apoio, precisamos de calor. Precisamos sentir. Não tenho certeza, mas posso imaginar que essa família sofreu muito com a perda, mas muito mais sofreu seu companheiro, que o amou inteiro. A família até pode ter sofrido, mas ela perdeu uma parte dele, uma parte que quem sabe nem fazia mais parte daquele homem.

Pensem nisso

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Convites que nos animam

Sexta-feira, dia 17 de outubro, por volta das 17h horas toca o telefone.

- Oi Julio, é a Andressa do núcleo de PP.
- Sim, tudo bem? O que deseja. (Fiquei imaginando um monte de coisas)
- Queríamos te convidar pra uma coisa.
- Diga aí.
- Sabe o Madrugadão?...
(...)
A conversa se estendeu e ao final, claro, eu disse que aceitaria, mesmo tendo dúvidas, não tinha ficado claro o que eu iria fazer num concurso para publicitários. Um quase jornalista que sempre amou e prestigiou a comunicação como um todo, é honroso um convite desses.

Naquele momento fiquei muito feliz, mesmo sem entender do que se tratava. Na segunda-feira, perguntei pro pessoal do núcleo e um clarão se deu. Já começamos a fazer planos de como iríamos e tal. Nem sabíamos se nos classificaríamos ou não. Acontece que se planejar a frente, ajuda a alcançar os objetivos.

O grupo, para poder participar do 2° Madrugadão Feevale, deveria responder uma pergunta: O que o criativo faz para não dormir no ponto? Eis a nossa resposta:

"O criativo se apropria do óbvio, dá nova forma ao que todos vêem e fazem automaticamente. Sintetiza informação, estudo, lazer e sentimentos. Para isso, aguça seus sentidos, analisa comportamentos e, principalmente, não desperdiça oportunidades.

O que tudo isso tem haver com não dormir no ponto? Simples: para que tudo isso aconteça é preciso estar de olhos bem abertos, manter ouvidos atentos e possuir argumentos na ponta da língua. Criativos não dormem, incubam idéias. E as boas idéias...essas nunca têm hora pra chegar."


Com essa resposta, a equipe, 10 FILHOS DE FRANCISCO, se classificou para participar do 2° Madrugadão que aconteceu na última sexta-feira dia 24 de outubro. Na madrugada de sexta para sábado, as 7 equipes classificadas receberam a tarefa de desenvolver uma campanha para a Lojinha da ASBEM - Associação do Bem-estar da Criança e do Adolescente - de Novo Hamburgo-RS. Foram rápidas 12 horas para entregar a estrutura da campanha.

O legal disso tudo, que mesmo eu não sendo publicitário, e nem fazendo o trabalho como eles, senti o quanto a comunicação deve se integrar, seja com suas áreas afins, ou com o mundo a sua volta. A nossa equipe foi composta por 10 pessoas maravilhosas. Os publicitários - estudantes, mas já preparados para o mercado de trabalho: Natália, Andressa, Manuela, Renan, Julian, Alessandra, Bárbara e Maurício; e o designer - também estudante: Calixto; e euzinho.

Olha. Pra dizer a verdade, foi o melhor convite que recebi desde que vim para Santa Maria. Melhor, foi o convite mais proveitoso da minha pequena existência depois do convite para vir estudar em Santa Maria. Quer dizer, foi muito MARA mesmo. Agradeço ao convite e quero dizer, que essas pessoas que eu convive fortemente nesses dois dias, estão registradas nos melhores momentos da minha vida. Além da equipe, o Gabriel - diretor de arte da Paim Comunicação - nosso padrinho e a Bruna - nossa escrava - também conhecida como monitora da equipe. Ela até chorou quando saímos sábado do campus da Feevale em Novo Hamburgo. Momentos lindos.

Olha o que a organização mandou pra gente hoje por e-mail:
Adoramos vocês!!! Vamos ficar esperando para vê-los novamente no ano que vem!
Tudo de bom para todos os integrantes super-animados da equipe. Vocês são mesmo 10 em todos os sentidos!
Beijos!
Adriana

Só posso dizer, que a vida é linda... e a convivência entre amigos, entre desconhecidos, entre culturas e gostos diferentes é o plano divino. Disso eu tenho certeza.

Os 10 FILHOS DE FRANCISCO


Abraços

A gente se antecipa

Em muitos momentos, e quem sabe, a maioria para muitos, o fato de ser gay, de assumir a sua homossexualidade e tudo que cerca isso, é um grande problema. Ou você acaba perdendo amigos, ou é excluído de atividades interessantes, você não recebe nenhum convite, enfim, você é desumanizado.

Essas atitudes assombram os enrustidos que se encontram no armário. Mas convenhamos, eu até lhes dou razão. Não é fácil você enfrentar tudo isso. E olha que não citei problemas com a família, e tal. Ter firmeza para isso tudo e continuar a viver bem, é difícil. A grande vantagem é a paz interior, aquele sentimento de tranquilidade por não estar fazendo nada errado e estar vivendo e assumindo a sua essência; claro que em muitos casos com um custo muito alto.

Quem está lendo o texto, deve estar pensando, este cara já repetiu a palavra MUITO, muitas vezes. Pois é apenas pra dizer, que felizmente podemos estar MUITO errados com isso. Que as vezes antecipamos as reações para não nos permitirmos a felicidade. O ser humano é brilhante, e acho que devemos ver em nós o que há de bom e não ficarmos apenas mexendo naquelas feridas que jamais serão curadas.

(...)

domingo, 26 de outubro de 2008

A liberdade de imprensa que você não vê...


“Quando alguma crítica ou notícia não sai na imprensa – e aqui está a mudança que houve na ordem local – não é porque tenha havido uma ordem superior de um censor militar que tenha dito para não se publicar mais notícias sobre o Banco Econômico para não atrapalhar o mercado financeiro e as expectativas internacionais dos investidores, cujas decisões de investir na nossa tulipa* seguram a nossa moeda, seguram o nosso presidente, seguram a felicidade de nossa classe média que pode ir tomar banho em Miami. O mais provável é que tenha havido uma reação simultânea e quase espontânea concatenada pela determinação do interesse coletivo na manutenção de toda essa ficção. Não é necessário um grande raciocínio estratégico. É só o órgão da mídia pensar nos seus investimentos que concluirá: suspende essa matéria.”
FIORI, José Luís. Os moedeiros falsos. Petropólis, RJ: Vozes, 1997, p.135-136.
* Refere-se a uma analogia entre o objeto especulativo da crise holandesa de 1620 com o Plano Real, no Brasil.


Nessa democracia mercadológica, na qual quem dispõe de fundos tem seus direitos assegurados, nada mais coerente que a imprensa obedeça à ordem fascista do mercado. Atente-se para o fato de que não se trata de uma organização sem fins lucrativos que elabora e publica reportagens, notícias, pelo contrário, são corporações poderosas e que sobremaneira visam o lucro.
E para que o sistema funcione a contento (dos interesses daqueles que dispõem de fundos) é necessário que a massa seja acrítica, parcialmente informada. Em palavras mais grosseiras, manipulada e apática.

Bom, ao que parece eles têm sido exitosos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

À toa

Muitas vezes, nem percebemos que estamos à toa. Essa semana mesmo, para quem acompanhou o blog pode ter percebido isso. Mas já volto a falar de assuntos, que pelo menos - minha concepção - sejam úteis.

Sempre colocamos a culpa em alguém, muitas vezes não definimos o grande culpado, deixamos a sociedade e o famoso sistema como os grandes vilões de nossa história. Acontece que não dá pra sempre culparmos os outros pelos fatos ocorridos de forma não esperada em nossas vidas. Quem sabe, nos planejamos demais, fantasiamos planos com as pessoas erradas e deixamos de viver a vida, simplesmente como ela é.

Ficamos o tempo todo nos regrando, nos punindo, pensando nas conseqüências que isso pode trazer - essa frase também já se tornou meu chavão. Entanto, isso é real. Ficamos ou nos iludindo de um lado, ou de outro nos punindo por que a sociedade não permite, por que a família não gosta, por que os amigos irão me deixar.

Cá entre nós. Se os amigos irão te deixar, se as pessoas te julgarem; GENTEM, acho que precisaremos sim repensar com quem andamos, e repensar o quanto nos importamos com as opiniões dos demais.

Isso tudo pra dizer, que às vezes ficamos à toa na vida. Ficamos vagando, sem nos importar, sem levar em conta o que queremos de verdade e procurar por isso. Se os outros não querem, problema deles, mas se você quiser, busque, afinal é a sua vida que está em jogo.

Pra finalizar, um vídeo bem maneiro, melodramático e apaixonante...


sábado, 18 de outubro de 2008

Campanha em Israel

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Campanha para se registrar

Queria encontrar uma com legenda... Mas é muito boa, pra quem entende inglês, tah aqui a dica.



Olhos atentos