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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

As notícias nos envergonha

Olá.... faz tempinho que eu não apareço por aqui. Motivos, tenho muitos, na grande maioria, ou melhor, os importantes são positivos. No entanto, quase por costume, quero alertar sobre mais um caso terrível, em que a investigação e todo o andamento do processo acontece de forma nada transparente. Também pudera, está inserido na entidade conhecida por seus mecanismos de opressão.

O caso do militar de Santa Maria, 19 anos, que supostamente foi violentado sexualmente em maio deste ano ainda não teve resolução convincente. A princípio, como aponta reportagem do jornal Diário de Santa Maria, de acordo com a manifestação do Ministério Público Militar (em anexo), o jovem teria consentido o sexo.

Vamos dizer, como hipótese, que essa seria a versão real dos fatos, o que eu não acredito. Sabem o porquê??? Digamos que o jovem fez a denúncia para não necessitar assumir a sua homossexualidade (segundo o julgamento dos supostos agressores que o consideram gay), o que seria difícil, pois se pensasse um pouco sobre o assunto veria que o caso iria ter repercussão.

Então, agora, como de costume, ficaremos no diz que diz. Acredito que a Justiça Militar irá expulsar todos os envolvidos no caso das forças militares, pois é melhor abafar bem o assunto e não determinar culpados ou inocentes num caso em que está em jogo muito poder, e que os respingos de sangue e gritos de dor possam começar a ecoar entre cidadãos que pregam a moral e os bons costumes familiares.

Gostaria de acordar amanhã e ver na capa dos jornais de Santa Maria a manchete afirmando, pelo menos, que caso de militar foi desvendado... quer dizer, eu continuo com fé no ser humano. E a vida segue!

Ministério Público Militar afirma que sexo em quartel de Santa Maria foi consentido
Próximo passo é Justiça Militar aceitar denúncia

Até o dia 28 deste mês, a 3ª Auditoria da Circunscrição Judiciária Militar em Santa Maria deve se manifestar sobre a denúncia do Ministério Público Militar (MPM), que incrimina seis homens pela prática de ato libidinoso dentro de uma unidade militar da cidade. O promotor Jorge Cesar de Assis remeteu, nesta terça-feira, o documento à Justiça. São sete páginas que contém detalhes do ato protagonizado por cinco militares no Parque Regional de Manutenção.

Conforme a Procuradoria de Justiça Militar, a relação foi na noite de 17 de maio, não há vítimas — à época, um recruta de 19 anos disse ter sido estuprado — e não teria ocorrido abuso (o ato sexual teria sido consentido). Ainda há um sexto acusado, que é o sentinela que estava de plantão naquela ocasião, e nada fez para que o ato não ocorresse. O jornal Diário de Santa Maria não teve acesso à denúncia pois, conforme Assis, crimes dessa natureza correm em segredo na Justiça Militar.

A partir de agora, quando o juiz-auditor Celso Celidonio se manifestar, a Justiça Militar recebe a denúncia ou a rejeita.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Eu não quero voltar sozinho

Um curta gay para curtir neste final de semana de enamorados. Como toda a produção homoafetiva no Brasil houve problemas na sua exibição, críticas pesadas e que distoam a intenção e a arte do trabalho. Se um tema hétero essas discussões nem existiriam. O curta é de um primor e de uma delicadeza comovente. Espero que gostem. E segundo o site da ACapa parece que o roteiro será estendido para um longa metragem. Ficamos então na espera.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Vários depoimentos

As postagens que vi sobre o vídeo, principalmente neste blog do Mix Brasil o nominaram como conservador. No entanto, sua relevância é imensa. Acredito que não vem ao caso dizer se é ou não conservador, a influência dele, seu papel social, esta simplesmente em mostrar, por meio de depoimentos diversos, algumas experiências na vida gay, principalmente as ligadas ao ato de assumir-se como tal.

Uma boa dica para começar o mês de junho e refletir durante a maior Parada Gay do Brasil é atentarmos para as questões que perpassam o direito e a vida em sociedade. Pensarmos um pouco mais no ato de assumir-se, nesta ainda difícil fase de um gay.


"não gosto dos meninos" from Mirada on Vimeo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Pensando na política

O atual governo não tem me instigado a escrever. Quem sabe, por estar me frustrando constantemente, ou talvez por ter eu criado espectativas até irreais sobre o que poderia ser feito. Não quero dizer também que está péssimo, porém, está longe de algo bom.

Não falo assim por causa do caso Palocci, ou dos esquemas de corrupção. O fato é que o Código Florestal se tornou uma vergonha nacional. Um atestado de mediocridade da população que esperava - e votou para isso - uma alternativa eficiente, não apenas eficaz. No momento de conflito é mais aprazível você ficar em cima do muro, não concordar somente com o João ou com a Maria. Uma vergonha! Nessas horas eu até gostaria que a Marina Silva estivesse a frente do Planalto (mesmo sendo muito receoso quanto a isso).

Agora tem outros dois fatos lastimáveis. O recolhimento do Kit Gay, com a alegação que isso iria induzir as "crianças". Me desculpe. Colocam um livro didático nas mãos das "crianças" com o português coloquial (sou contra o preconceito linguística, mas penso que nem em nível de universidade este assunto consegue ser tratado com uma argumentação sólida e por vezes pode ser mal interpretado) e acham ruim colocar um material que mostra abertamente a vida de um homossexual? Convenhamos - adoro esta palavra -; não quero endeusar a vida gay, mas os heterossexuais sempre fizeram isso com sua moral estruturada numa camada de gelo fina sobre as águas da realidade (que bem sabemos como é).

E pra piorar toda a decepção. Agora a bancada evangélica (nada contra a manifestação religiosa, mas cada coisa no seu lugar) entra em acordo com os parlamentares no projeto da PL122, ou vice-versa. Isto perpassa a vergonha de toda a sujeira política, de todo o descuidado com a população.

A esperança é a luta, ou seria o contrário. Daqui a pouco a maior Parada Gay do Brasil, da América Latina e quem sabe do mundo em São Paulo. Eu cá, apenas lutando nas palavras, no dia-a-dia, espero que muitos assim o façam, para não cairmos na desilusão total, no breu da solidão e do fracasso, que chegando tão perto, temos que recuar em prol do bem estar político partidário.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Portugueses contra a discriminação


Do gay1.com.br

A Rede Ex Aequo de Portugal lançou uma campanha de inclusão nas escolas portuguesas. Dentre os diversos materiais que eles disponibilizam, o principal é incentivar a leitura dos interessados na área de educação inclusiva no site da campanha.

Acessa aqui.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Não só discutir, chegou a hora de ir para a luta!!!


Essa seria uma possível adaptação da declaração de Michael Pinto dos Santos, de 27 anos, jogador de voleibol profissional do Vôlei Futuro-SP. No último jogo da Super Liga ele foi chacoteado, chamado por diversas vezes de 'bicha', e outros jargões homofóbicos. Acontece que ele abriu o boca para dizer e melhor fazer jus de sua vida, reafirmar que sua orientação sexual não poderia ser usada como ferramenta de intimação numa partida de vôlei.

O melhor é que os árbitros da partida nem colocacaram este fato na ata - por não ter o termo correto. Isso é fato, chamar alguém de bicha, ainda mais se este for homoafetivo para alguns é normal. Claro é fácil dizer que Michael está exagerando, difícil é enfrentar essa sociedade em que você pode desrespeitar o outro a todo momento, desde que ele seja diferente de você. Assim seguimos conforme essa musiquinha chata que degrada a huminidade, dançar conforme a música pode ser uma escolha, mas convenhamos, deixa a desejar e muito quando se trata do que somos.

Desejo que este esportista seja apenas o primeiro a fazer isso, está mais que na hora de mostrar que não é somente no ballet, na ginástica olímpica os homens mais 'simpáticos'. A sociedade precisa perceber que seu médico, seu ídolo do futebol pode ser gay, não que deva, mas sabemos por 'fuxicos' que há.

Mais sobre o fato do jogado Michael: http://migre.me/4c1sg e http://migre.me/4c1ut

quinta-feira, 3 de março de 2011

Conquistando (no gerúndio mesmo)

Universidade federal expulsa aluno de medicina que escreveu e-mail ofendendo gays no RS

Este fato não se tornou muito assunto da mídia (contexto). Normal digamos. O X da questão do problema, num resumo, podemos considerar todos os comentários. Um pouco de culpa da família, do sistema, enfim, do envolto, mas também, convenhamos, ninguém é tão criança que não sabe discernir entre o que é respeito ou não. Penso que está diretamente ligado com o respeito ao outro, muito mais do que ideologia ou pré-conceitos. Olhem só o que aconteceu com os ciclistas no último final de semana, também em Porto Alegre. Me entristece saber que estamos presenciando cenas assim na amada capital do pôr-do-sol do guaíba.

Acredito que estamos num momento propício, o circo está armado literalmente, temos representatividade no poder e hoje sabemos de uma forma material o quão somos fortes enquanto público consumidor. Fato que por vezes não levamos em conta, mas quem sabe é o nosso poder maior. Desejo que atritos assim surgam, não pensando somente do lado negativo, porém que estes fatos muitos vezes velados venham à tona, para que possamos conhecer, discutir e quem sabe reverter um pouco este quadro comportamental que tanto me assusta.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

ATITUDE - uma resposta à homofobia

A homofobia está em nossa sociedade muito mais do que imaginamos. Agora virou moda falar. Durante a Parada Gay de São Paulo a mídia pouco noticia sobre esse fato. Ficam detitos nos números de participantes ou simplesmente em fatos isolados que acabam até denegrindo a imagem da Festa que tem por intuito permitir a inclusão das diversidades, mostrar o quanto somos naturalmente normais. "A TV no armário" livro e Irineu Ramos Ribeiro mostra um pouco disso. Ele faz a análise da cobertura da Parada Gay de São Paulo edição de 2007 e constata que a Parada ganha importância noticiosa apenas pelo volume de pessoas, o turismo e o dinheiro que gera. Fica de lado os conflitos pessoais, do grupo que acima de tudo vai à rua para pedir respeito.

Para a mídia - minha colocação - a Parada Gay de São Paulo, ou de qualquer outra cidade desse Brasil-zão não tem outro cunho senão a festa. Que seja, ou achariam melhor que saíssemos aos tapas como muitos vem fazendo ao longo do tempo para barrar nosso modo de ser??? É, infelizmente podemos acompanhar um 'nobre' deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) defendendo a palmada para reprimir atitudes mais afeminadas de crianças do sexo masculino. É minha gente, está caindo a mascára. Enquanto sobem o número de congressistas ligados a facções criminosas e as religiões new pentecostais (para mim, quase a mesma coisa) nós não conseguimos reunir forças para colocar representantes gays com força de ação. A nosso força infelizmente ainda está muito representada na teoria, nas poucas pesquisas que acabam repetindo as temáticas e os problemas e nenhum fato que nos leve a grandes mudanças.

O livro que citei anteriormente faz construções importantes sobre o processo de representação das identidades dos homossexuais; mas fica um tanto na mesmíce por não tentar aprofundar assuntos relevantes. Claro que é um grande passo termos um aumento da bibliografia sobre o assunto. Outro pesquisador e um dos maiores ativistas, Luiz Mott, sempre trabalhou com o assunto da negligência que a sociedade brasileira tem mostrado quanto a violência sofrida por gays.

Sim, pois não sofremos apenas a repressão velada no nosso dia-a-dia. Muitos são barrados de ser quem gostariam em casa, impositivamente. Outros são induzidos por processos culturais calcados na falsa e 'boa moral' que se prega em nosso modelo de sociedade heterocentrista. No entanto, a coisa não fica só nisso. Somos sim humilhados, com o conhecido termo
bulluing, que se tornou moda, mas que assombrou e assombra muita gente na infância e na adolescência. E isso perpassa, somos agredidos fisicamente. Muitos são mortos como bem apontam os relatos e as pesquisas de Luiz Mott. Segundo ele, há muita violência contra homossexuais que não ficamos sabendo, que acabam não sendo registradas como tal. Para alguns isso é bobagem, afinal somos os errados.

Acontece que pouco se pensa no contrário, pois a sã e divina heterossexualidade é tão sublime que permite que os seres cometam atrocidades em prol da salvação do mundo. Agora, dessa salvação eu não quero ser incluído, ouviu Silas Malafaia??? Mais um 'nobre', este pastor que até campanha para o Serra fez. Uma vergonha total. Queremos e necessitamos de uma lei que criminaliza a homofobia e ainda mais, queremos que todos que sofram agressões de qualquer ordem devido sua orientação sexual tragam-a a público. Está mais que na hora de mostrarmos a cara, como muito bem retrata o filme Milk. Não podemos nos esconder nos guetos, continuar achando que ser gay, ser lésbica, ser bissexual, travesti ou os demais infinitos gêneros é apenas uma questão pessoal, uma questão individual e que ninguém mais tem a ver com isso. Se assim continuarmos achando melhor, iremos continuar vendo as barbaridades noticiadas. O bom mesmo era fazer o que o Jabor relembrou ontem a noite (vídeo abaixo), quando as 'barbies' cariocas se reuniram para dar um jeito nos anti-homossexuais. Não concordo com violência, mas está mais do que na hora de nos unirmos para dizer que chega de opressão e violência.



quarta-feira, 16 de junho de 2010

Só para lembrar!!!

Olhos atentos