domingo, 13 de julho de 2008

Luiza Kettermann

Até que ponto o que eu penso vem de mim mesma? Até que ponto minhas idéias são realmente minhas? Essas inquietações me vieram depois de ouvir Raul Seixas e assistir o filme “Não estou lá” sobre as faces de Bob Dylan.

Inquietando-me com a possível não autenticidade dos meus pensamentos e das minhas idéias resolvi adotar a alcunha de Luíza Kettermann para me identificar aqui. O sobrenome é da família de minha avó materna e sempre quis tê-lo em meu nome.


Antes da “Luíza Kettermann” eu sou uma mestranda em desenvolvimento econômico, na UNICAMP. Economista apaixonada pela profissão, ferrenha defensora da transdisciplinaridade.


Quadro de Amadeo de Sousa Cardoso

“Experimente lutar contra as paixões”


Li essa frase num livro do Dostoiévski e várias pensamentos me apossaram. Na realidade, lembrei de coisas que sempre ouvi quando deixava a ideologia tomar conta das minhas falas, quando perdia a lucidez por conta do que eu acreditava, ou melhor, quando a paixão falava pela minha razão. Nessas ocasiões era comum ouvir: “você pensa assim agora, mas quando terminar a faculdade vai mudar de idéia.” Para completar, sempre citavam exemplos de amigos que na juventude eram ditos “revolucionários”e com o passar dos anos teriam se “vendido”. Como se ideologia fosse própria da juventude e daqueles que apenas estudam. Como se “revolucionário” fosse sinônimo de ilusionismo, de fantasia e, até, de imbecilidade.

Como se ideologia fosse mera paixão e não pudesse ser materializada, não fosse plausível. Como se as pessoas que se deixam tomar pela ideologia, automaticamente, incapacitassem-se de agir racionalmente e com bases realísticas. Há um punhado de argumentos para desmoronar os alicerces de quem faz o que acredita, de quem age por princípios, de quem tem a tal da ideologia.

Mas, “experimente lutar contra as paixões”... Aliás, por que elas seriam irracionais? E por que ideologia não pode ser factível? Também há exemplos de pessoas exitosas no seguimento de seus ideais.

Isso ficará para os próximos “posts”nesse adorável blog.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Confusão de palavras e pensamentos

Estou a falar com um amigo na internet. Coisa do nosso tempo. Onde as relações deixaram de ser cara-a-cara. Tudo passa por uma rede, por um sistema. Nós mesmos funcionamos de arcodo com o sistema de nossos amigos, de nossa família, do nosso trabalho. Para mim, é aqui que está toda a problemática das minhas angístias e dos meus medos.

As pessoas, de modo geral, e falo aqui, a maioria, estão sendo coniventes com isso. Quer dizer, tudo está de acordo com a empresa que trabalho. O telefone tem que ser o da empresa. A roupa precisa ser da empresa, os horários de acordo com a empresa... etc... A famíla, nem se fale. Eles querem tudo de acordo com seus costumes, e quem sair disso, está ferrado. É considerado, como diria a nossa gloriosa Rita Lee, A Ovelha Negra da Família.....

No outro lado, deixamos - me tiro disso, mas uso este verbo para expressar a sociedade como toda - de lado e nos costumamos com essas maneiras globalizadas de viver. Quer dizer, relacionamento sério, nunca é sério. Alguns até casam, vão morar juntos, mas continuam a afirmar que 'cavalo atado também pasta'.

As pessoas querem sexo, querem carinho, estão totalmente carentes. Poucos amigos, quase nenhuma relação de amizade a não ser as bebedeiras nas baladas e por aí vai. E por falar em bebedeiras!? Estava escutando hoje, o Jornal do Almoço da RBSTV, onde mostravam as maneiras de continuar se divertindo nas casas noturnas da serra gaúcha. Quer dizer, a repórter considerou possível o divertimento apenas com o uso de álcool.

Como todas essas questões, que tentei abordar, a grande problemática toda é a nossa relação de contuda nessa nova sociedade, onde somos - e aqui me coloco - os fantoches. Não somos sujeitos e nem se quer cidadãos. Somos aquilo que é moda. Aquilo que nos dizem fazer bem. E bebemos, e bebemos muito, pra tentar em minutos algo que nunca conseguimos fazer: ser nós mesmos.

Abraços

Para que serve um pai?


Para que serve um pai? Mãe todos sabemos da sua importância em nossa gestação, em nossa amamentação, em nossa formação. Constrói-se uma cumplicidade mãe-filho desde sempre. O cordão umbilical, as emoções compartilhadas ainda nos tempos de placenta. Mas e com o nosso pai? Tudo bem que o espermatozóide seja primordial para nossa concepção e até para definição do nosso sexo. Nesse emaranhado de determinismo, dado não escolhermos nossos pais, tampouco nosso sexo e toda a coisa da genética, o que representa afetivamente um pai?

Na minha educação, no meu crescer a função da minha mãe e da minha vó encobriu a do meu pai como se afastá-lo de mim seria o castigo por ele não ter me gestado por nove meses, por não ter padecido das dores sofríveis do parto, por não ter me amamentado. Não formamos vínculo na infância. Fomos estranhos por anos. Eu sabia que deveria amá-lo porque ele era meu pai e sabia exatamente a função dele na família: arcar com as despesas.

A mim sempre pareceu que ele não poderia me amar, afinal, eu não saí dele, poucas vezes tivemos oportunidade de ficarmos juntos tamanha a minha necessidade de estar junto da minha fada madrinha – minha mãe.

Essa divisão de tarefas familiares me afastou sobremodo de meu pai. Agora vejo que ele não é o senhor do lar, aquele que paga as contas e que me sustenta. Antes de ser meu pai, ele é um homem, uma pessoa e, por isso mesmo, os anos me mostraram que ele pode ser meu amigo, que naquele emaranhado de determinismo genético minha personalidade é afim a dele e que podemos recompensar os laços que nos foram tirados na infância.

O blog de cara nova

A partir de hoje, e isso é um compromisso; o blog: Arte e Comunicação vai receber a colocaboração de amigos ilustres. Intelectuais da nova geração. Iremos falar de coisas da vida.... coisas sobre nós... coisas que achamos importantes.

Ahh.... e é bom lembrar, que COISAS, para nós significam fatos. Então, não deixe de conferir nossas divagações, nossas críticas, e nossas quaisquer coisas....

Um grande abraço

terça-feira, 24 de junho de 2008

PCC expulsa homossexuais - Por quê?

Que nada. Já estamos acostumados. Mas nunca imaginaria grupos revolucionários ou criminosos como alguns gostam de dizer, sendo tão preconceituosos. Hoje, no site do JB, uma notícia ganhou destaque: SP: PCC decide expulsar integrantes homossexuais.

A informação chegou até mim, pois uma amiga me falou: "Julio, olha lá no Terra. Estou sem entender direito a situação." Fiquei pensando, vou procurar o que tem sobre o assunto na internet. Infelizmente, no jornalismo da web, como temos hoje, de um veículo para outro, a informação não altera, mal mudam de palavras. Alguns até copiam indicando a fonte: menos mal. Tirando esta indignação de um jornalista, vamos lá para o que interessa.

O Primeiro Comando da Capital (PCC), já fez alvoroço em todo o país. Quem não lembra dos episódios de rebelião em 2006? Enfim. Segundo a notícia de hoje, eles começaram a expulsar os integrantes homossexuais do movimento, embora que afirmam não permitir tal orientação entre eles. Como assim?: me pergunto. Quero entender também isso. A notícia pode ser uma estratégia bem bolada para dar mídia. Já que o PCC se mostrou muito bem articulado dentro das questões de midiatização. Sempre os maiores acontecimentos se davam exatamente quando entrava o Jornal Nacional da Rede Globo no ar: no mínimo engraçado; ou eles tem uma assessoria de imprensa montada... risoss... e quem duvida.

Porém fico ainda em dúvida. Paro, leio mais uma vez a notícia. Tem algo errado nisso, não sei bem o que, mas tem! Vamos tentar supor........ Como disse a moça que faz parte do PCC e que é lésbica, esse preconceito não era conhecido entre eles, ou pelo menos não era declarado, como vemos na sociedade também. Acontece que, como alguns artigos e publicações sobre sistema carcerário mostram, os gays são em grande número. Na hora de apoiar a revolta, talvez, foram importantes. Mas agora, com essa questão toda, de que tem gay até no exército, o pessoal quer "moralizar" o PCC, afirmando que aí não tem gays.

Uma jogada de mestre... quer dizer... não sei a intenção deles de retirar os gays, ou fazer que estes se escondam dentro de algo que já não pertence à sociedade. Afinal, na prisão vai tudo o que renegamos enquanto seres pertencentes de uma comunidade, de uma sociedade fraterna. Diferente do que a maioria pensa, lá estão todos os que cometeram crimes, mas não os verdadeiros criminosos.

E mais uma vez, o dilema.... porque estão discriminando os gays. Ahh, minha amiga disse para tentar ver o caso de uma forma jornalística. Vou responder assim: precisa ser melhor investigada essa informação. Uma fonte só não serve pra muita coisa, e órgãos públicos menos ainda, já que deixaram acontecer as rebeliões, na verdade, eles não sabem de nada... termino rindo.... ou chorando.... vai saber....

Abraços

Mais um videozinho

Dessa vez, é de uma marca de maionese que precisou tirar do ar o seu comercial, pois era protagonizado por um casal gay.

Queria saber até quando iremos ter que engolir esse preconceito todo... isso não é apologia, isso não fere com a moral; é apenas uma demonstração social de que podemos ser diferentes, e sendo assim, não haverá distinções.

Ou vocês preferem continuar a esconder os loucos no sanatório, os deficientes em casa??? Lógico que essa citação é apenas um exemplo, já que a orientação sexual não muda em nada. Desculpe, deixe me expressar melhor. Muda sim, muda muito. Principalmente porque apresentam jeitos mais femininos, ou escandalosos, porque não tem vergonha de dizerem o que pensam.

Mas daí, são as peculiaridades. Entre os héteros têm mulheres das mais peruas às mais conservadoras; entre os homens têm os que são tímidos e os que gostam de azarar, ou melhor, metralhar toda a mulher ou qualquer outro tipo de objeto que possa lhe servir sexualmente. Já que para estes, não há pessoas, pois vê o outro como um proporcionador de desejo.

Fora estas discussões e devaneios pessoais e vai saber o que.... vejam o vídeo. E depois comentem, pois gostaria de saber a opinião, se é ou não agressivo aos olhos dessa sociedade infame.

Olhos atentos