sábado, 15 de novembro de 2008

Planos: chega!!!

Sexta-feira. Dia quente, e eu com meus planos todos acabados. Iríamos comemorar, o grupo das BÉééé!, o aniversário de um amigo. No entanto, ele foi visitar o seu namorado, então pensei, acabou meu final de semana. Fiquei triste Pacas no início, depois propus para o pessoal a nossa ida no bar, mesmo sem o aniversariante, depois eu já queria sair e fazer festa.

Então, acabou que fomos para o bar. Sentamos na calçada, bem coisa de verão. Isso me lembra amigos, conversas bacanas. E a nossa foi. De primeira, com o chegar da maravilhosa lua cheia começamos a conversar, comer e beber. Passava gente, passava carro. Chegou um grupo de rapazes na mesa ao lado. E tudo continuou normal.

Agora, o que não estava normal era eu. Nem estava pensando na decepção do final de semana, já que nos meus planos ele estaria completo de festa e amigos. Outra vez, paro e me pergunto - adoro dizer isso - por que temos essa imensa necessidade de auto-afirmação social: precisamos sair sempre, ter muitos amigos, estar sempre rindo, etc. etc. e tal. Penso que nos tornamos um tanto sem graça, e tenho certeza que muito egoístas. Queremos nos sentir bem nas custas de alguém, seja a pessoa amada, os amigos, ou quem for.

De planos e conversas furadas todos devem estar cheio, mas prometo; irei falar do mundo que me interessa, do mundo que ainda choca... Até a próxima postagem.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Meu desejo!

Eu vivo indignado, e isso não é novidade pra ninguém. Porém a minha indignação tem aumentado e tem atingido as faces das pessoas que eu tanto gosto. Não estou sendo suficientemente claro, mas quem sabe, é o que desejo. E essa última palavra carrega um problema muito grande. Quem deseja o quê? e quem respeita o desejo do outro? Nunca tive sorte quanto aos desejos, e vejo que infelizmente a maioria vive à sombra de desejos embutidos, por lá sabe-se quem!

Agora, fico muito triste quando nos cobram padrões. Hoje mesmo, fui cobrado por algo que considero muito bom. Fui questionado quando a aproximação que ganho com certas pessoas e que possam prejudicar a minha vida. Tenho que explicar que não é uma aproximação de jornalista com o delegado de polícia, algo nada bom para o fazer jornalístico. Mas aproximação de uma pessoa que eu busco para me ajudar. Tem problema? A sociedade diz que sim, a ciência também. E aí!? E a minha opinião não conta.

São nessas pequenas situações que vemos o quanto nossos desejos, vontades, ou qualquer coisa que possamos fazer independentemente da vontade alheia é julgado pelo coletivo. Olha, sinceramente, não quero mais saber se posso, se deixo de poder, o que eu quero dizer, que devemos nos aproximar, devemos nos ligar, quanto mais melhor, quando a respiração minha e a de meus amigos estiverem na mesma sintonia, no mesmo compasso, poderei dizer que segui meus instintos e me satisfiz.

sábado, 8 de novembro de 2008

Preconceito até a morte

Todos sabem, estou viciado em colocar vídeos no meu blog. Também, há toda uma convergência aí e temos que usufruir, não acham?

Então, esse vídeo de um seriado americano, Grey's Anatomy, que eu nem assisto, mas para resumir a história se passa no hospital, tipo ER do Warner Channel. Enfim, o que me chamou atenção é a cena. A legenda não é em português, mas é bem fácil. Assitam, vale a pena.



Fora Rituais

Meu aniversário. Nunca fico bem no dia, sabe, deve ser algo com a minha lua ou sei lá o que é. Mas dessa vez foi diferente. Também, me esforcei para ser. Tentei não me importar com as coisas alheias a mim, e tenho feito isto nos últimos tempos.

Descobri uma coisa legal, a gente precisa desfazer alguns estigmas, e quebrar o gelo para o novo. Por exemplo, eu nunca tinha comemorado o meu aniversário fora do convívio familiar. Quer dizer, meus amigos sempre iam, mas ou era lá em casa ou em alguma festa da região próxima dela. Nunca comemorei nas cidades que morei para estudar. E isso passa tão despercebido, nem tinha notado, notei na quinta-feira, quando fiz uma retrospectiva breve dos meus aniversários e percebi que era pragmático nas comemorações. Primeiro a tradicional janta lá me casa, com lasanha, um chester e muitas saladas, com a presença da tia Ivone, da Haide e do Zeca e a família. De tarde, eu e as gurias fazíamos aquela roda, ao redor do bolo e de alguns quitutes, com direito a muita conversa. E se tinha naquele dia, reunia todo mundo, passava pegar em casa, e ia pra festa.

O máximo de diferente que fiz, foi nos 15 anos reunir uma galera pro churrasco e nos 18. Mas sempre o mesmo ritual. Anos após anos. Outro ritual que acabei desconstruindo nas minhas comemorações foi o reveillon. Sempre passei com a família. A última virada resolvi inovar e passar com a família de uma amiga. E sabem, ocasionou tantas mudanças. Foi divertido, e acima de tudo, parece que me libertou de alguns rituais que eu temia serem 'eficazes' e que agora percebo o quanto ficamos chatos, tentando cumprir as regras que nem sabemos quem as criou.

Enfim, a festa foi ótima. Tanto do ano novo quanto a do meu aniversário. Pra contemplar ainda mais, no dia 5/11 tivemos a primeira transmissão de sinal digital no Jornal do Almoço da RBSTV Porto Alegre e também ficamos conhecendo o novo presidente americano, Barak Obama. E que venham mais mudanças, agora tenho que pensar em como irei passar o Natal...

Em busca de um ícone

Essa semana fui surpreendido. E olha que acompanhei a Globo News e alguns sites confiáveis de notícias. É que eu não acreditava, e confesso, até a Suprema Corte empossar Barak Obama, eu não irei acreditar que um negro se tornou presidente do país que influenciou toda a cultura mundial das últimas décadas, com o tal sonho americano.

Hoje, diante da crise econômica, num programa da Oprah Winfrey Show, exibido pelo GNT, os americanos comentavam de suas táticas para economizar energia, comida, combustível e também de como iriam lidar com os presentes de Natal. Teve uma senhora que resolveu fazer um geléia de ameixas - frutas do quintal - e embalar em potes para presentear a sua família e amigos. Ela disse que nos outros anos costumava gastar cerca de 5 a 6 mil dólares nos presentes. Uma mudança, não?!

Mas por falar em mudança. Parece que o mundo todo, inclusive EU, tomamos um fôlego novo nos pulmões. Claro, não lembrávamos a quanto tempo isso não acontecia. Na verdade aconteceu comigo quando vi o LULA subir a rampa do Planalto Federal. Me emocionei. Sabemos que o governo dele não é tudo aquilo que idealizamos, mas é acima de tudo diferente. Tem a proposta vinda de uma pessoa que jamais imaginávamos no poder - eu não, a sociedade.

Arnaldo Jabor, na quinta-feira (06/11) em seu comentário no Jornal da Globo falou da necessidade de sofrermos um monte para buscarmos a mudança. Ele agradeceu ironicamente todo o mal que Bush fez para o mundo e para os americanos e agradeceu a ditadura militar do país. Querendo ou não, Jabor tem razão.



Somos assim. Deixamos a água 'bater na bunda' para somente depois tentarmos aprender a nadar. Obama quem sabe não irá mudar o mundo, como todos nós esperamos. Quem sabe vai piorar. Porém, saber que um negro está a frente do poder, olha é uma conquista sem precedentes. No Brasil precisamos ainda de um presidente gay e casado. Já pensaram, que ícone maravilhoso. Desde que seja competente suficiente, pois essa história de colocar gays no poder, não tem dado muito certo no país. Acaba indo os mais famosos por festas, roupas e outras coisitas não comentáveis por aqui.

Precisamos sim de ícones, mas que pelo menos sejam como o nosso Lula, o Obama do mundo. Um gay capaz de mostrar para que ele veio ao mundo, mostrar que ele também pode estar a frente, e também servir de modelo. Por enquanto, temos apenas o príncipe indiano Manvendra Gohil, que assumiu sua homossexualidade para o mundo no programa da Oprah, quer adotar filhos e conhecer o príncipe encantado... ficou até engraçado.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A arte mostra

Dessa vez a Sétima Arte nacional abre o espaço para a temática homossexual. E não é somente no Festival Mix, mas também no cinema tradicional, produzido por atores famosos. Este é o caso do filme, "A Festa da Menina Morta", que estará nas telonas do país no 1° semestre de 2009. O longa é protagonizado por Daniel Oliveirae tem a estréia na direção de Matheus Nachtergale.

Pra quem quiser conferir mais sobre o filme:
http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=6168&tipo=1&codalbum=615

http://meninamorta.blogspot.com/

Tem também o curta-metragem "Café com Leite". Mas este não sei como conseguirei assistir, espero conseguir baixar pela internet, afinal não moro nos eixos de circulação cultural deste país, o que dificulta o acesso aos bens culturais que não fazem parte do mercado tradicional.

Veija o trailler:


Espero ver esses trabalhos. Sonho com que isso se torne super normal daqui um tempo. Que esses assuntos sejam tratados como os romances mal resolvidos dos heterossexuais e que os dramas não sejam carregados de preconceito e esteriotipizações.

Abraços

Vem aí!

16° Festival Mix Brasil da Diversidade Sexual



Em São Paulo (12 a 23 de novembro de 2008).

Olhos atentos