segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Eu tenho fome de ARTE

Jurei que não iria discorrer sobre a mostra Santander Cultural 'Queermuseu', contudo, arte sempre foi e é minha maior paixão enquanto ser - talvez - pensante.

Mesmo assim, não irei contextualizar nada sobre arte queer ou expressões latino americanas, já que li sobre absurdas comparações com exposições sobre sexualidade em outros continentes, simplesmente não me interessa.

No Brasil,  sempre se arruma desculpa para ser preconceituoso, para não discutir assuntos sérios, para alguém mostrar que é melhor e mais ético que outro. Pra mim: pura BALELAAAA...

A arte é espaço para a DISCUSSÃO, para o eu criativo, para a sociedade rejeitada, para as aberrações - sejam elas da mísera aos que os humanos são expostos ou da própria miséria de ser humano. Sexo é a ligação mais forte da humanidade, seja na arte, na espiritualidade. É o que nos permite existir e claro fonte de prazer, mas também lugar de perversidade, loucura e opressão.

DEIXE A ARTE EXISTIR. E PONTO.

 💭 Aproveito para colocar a opinião de grande relevância da amiga Uda Schwartz: Sexo e arte sempre estiveram interligados: são energia de vida, energia em sublimação. Não à censura ao sexo e aos corpos na arte!

💭 links https://oglobo.globo.com/cultura/artes-visuais/em-nota-clientes-santander-reforca-posicao-sobre-fim-de-mostra-21807901

http://veja.abril.com.br/blog/rio-grande-do-sul/veja-imagens-da-exposicao-cancelada-pelo-santander-no-rs/

sábado, 19 de agosto de 2017

Poesia contra o preconceito 👏

video
Há será uma constante na natureza humana
de que não foi me concebida por parte de meu criador?
A singularidade de que me rege transcreve o algor
de minha alma dissimulada e disparatada.

Perceba vós caro leigo precoce e tolo


De que belas palavras numa poesia
transparecem apenas a estética de um bravo grito mudo
e transpõem os ruídos existenciais numa ausência eterna.

Tão fácil falar de amor num breve soneto,
quanto de se contrapor a esse em vista do diferente.
Diferente este combatido como epidemias.
Lindas e únicas criaturas pecadoras.

Pecadora é a mulher!
Criada duma costela, nascida para servir.
Ao homem? A Deus? Servir a si mesma!
Como manifesto de seu poder e autonomia.
O que você chama de feminista,
eu chamo de bruxa que não conseguiram queimar.
Pecadora que só se cala com o contentamento
ou com a morte.

Pecador? Pecador é o preto!
Moeda de troca, espécie que choca, nascido do gueto.
Se resistência fosse cor, ela seria PRETA.
Preta como a alma daquele infeliz racista.
Não há corrente dura que segure o espirito do bravo negro,
que luta para não ser chamado de negro,
mas de SER HUMANO.

Pecador? Pecador é o viadinho, o baitola, o boiola...
Aberração da natureza, falha de Deus.
Aprende a ser homem! Aprende a ser macho!
Se ser homem for sinônimo de arrogante e violento,
é preferível ser um unicórnio.
Enquanto que o ódio luta com forças e armas,
o gay luta com amor, por amor, sem sentir dor, muito menos temor.

Realmente, preciso parar de me vitimizar...
O que pode me curar?
Uma ída à igreja? Uma garrafa de vodka?
Um tiro na boca? Ou uma guerra?!
Conservadores e preconceituosos SE PREPAREM!
A pedra que mata a travesti, a corrente que escraviza o negro
e a mão que oprime a mulher, NÃO SÃO, não senhor,
tão fortes, como o meu AMOR.

Autor: Victor Martins

GAYS e ponto - chega desse papo de elite

Volto a escrever sobre o mesmo tema. Me canso, paro, olho,  respiro e percebo o quanto ainda precisamos apertar na mesma tecla: muito e muito mais ainda.


Não sei,  com essa história de Bolsonaretes espalhadas nas redes sociais me preocupa saber o que ainda poderemos enfrentar,  independente dele se eleger (acho bem difícil isso acontecer). Mas a visão simplista e sem fundamentação e,  pior de tudo,  elitisada e preconceituosa de seus seguidores amedronta qualquer defensor de igualdade e justiça. 

Hoje compartilho com vocês duas situações,  uma relembrada pela revista Época sobre o casal homoafetivo com uniformes militares estampado em sua capa em 2008  (já que ambos eram oficiais do exercíto). E outra matéria,  bem simplória até (Zero Hora),  sobre um estilista de Caxias do Sul,  aqui no RS (espero que esse perca a freguesia logo) que possui um discurso homofóbico em nível extremo, mesmo sendo gay. 

Juntei esses dois casos,  pois a questão é a mesma.  Tudo tem que ser de acordo com a elite brasileira.  Não sei se esta não está afundada em sem próprio esgoto,  mas quem adentra a ela (ou para fazer parte),  logo aparece com o discurso de que é preciso respeitar a individualidade,  a instituição,  desde que...  Desde O QUÊ???  Nessa pergunta há todo o preconceito afirmado e reafirmado por séculos. Pode ser gay,  desde que não seja no exército,  desde que não beije na boca em público.  Como diria Derci...  O car..ho!

http://epoca.globo.com/especiais/EPOCA-1000/noticia/2017/08/o-que-aconteceu-com-o-primeiro-casal-gay-se-revelar-no-exercito-brasileiro.html

http://m.zerohora.com.br/540/colunistas/daniel-scola/9873430/estilista-gaucho-carlos-bacchi-fala-sobre-o-comportamento-das-novas-geracoes-e-a-homossexualidade



A você que não me conhece,  comece a me seguir,  prometo alfinetar bastante de agora em diante.  Afinal,  faço arte por meio da comunicação.  😘

quarta-feira, 11 de março de 2015

Juro que não entendo!!!

Voltei a escrever, ou melhor, é apenas uma tentativa, um pequeno gesto de quem ama fazer isso, mas que como numa paixão platônica viu na sua livre forma de expressão um julgamento de certo ou errado. Escrever é deixar fluir, transcender a si e a suas ideias, seus mundos, medos, amores, credos. Voltar a fazer isso num momento da história em que meu país está confuso, em que tudo o que acredito e tive medo está acontecendo, em que o interesse individual sobrepõe qualquer mínima tentativa de tranquilidade coletiva - alguns professam inclusive uma guerra - alimento a utopia de um mundo melhor. Eu, apenas, rés mortal, me aniquilo naquilo que acredito ser o melhor para mim (ultra egoísmo) e que penso não fazer tão mal aos outros. Já que muitos querem mesmo é fazer o bem aos seus, as seus pares, as suas elites. 

Crise sem identidade. Manifestação da massa, ou seria crise do meu não interesse social e contra a massa??? Acho que confundi tudo, e agora aonde estás Manuel Castells para me ajudar a entender??? Ou seria apenas uma manifestação líquida (Bauman) já que ninguém quer dar a cara a tapa. Brincadeiras a parte, no entanto, não consigo entender o espanto e revolta de milhares que insanamente acreditam que os problemas do país são de ontem e hoje. Sou a favor de mecanismos de cobrança da legalidade pública e privada e não de chacotagens políticas eleitoreiras (o que estamos vendo tanto da situação como da oposição). Jogo limpo na política e ações governamentais a favor do povo e não a interesses obscuros é o que eu preciso. Condições dignas, salários e preços justos é o que buscamos há muito tempo e desculpem os espertos, até os mais bobos sabem que estamos um tanto distantes desse sonho que tanto almejo realizar. 

Deixo esta crônica do Zero Hora de hoje... para contextualizar: 

Moisés Mendes: "Os golpistas encabulados"
Na semana das passeatas, com o país dividido ao meio, sua escolha define suas afinidades. 
Moisés Mendes por Moisés Mendes 11/03/2015 | 05h01 

O Brasil não será o mesmo depois das passeatas desta semana. A primeira, do dia 13, anuncia-se como uma mobilização pela Petrobras e pelas conquistas sociais. A segunda, do dia 15, se propõe a combater a corrupção e, no que está subentendido, mas não fica claro, também pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O Brasil se divide ao meio de novo, mas algumas coisas devem ser melhor explicitadas. Nomes que refugam a tese do impeachment já mostraram a cara, sem volteios. Falo de reputações acima de partidos, como Bresser-Pereira, Ricardo Semler, Luis Fernando Verissimo, Leonardo Boff. Mas quem, do outro lado, defende o impeachment, além de Bolsonaro e de militantes das redes sociais? Quem, entre intelectuais, jornalistas, articulistas conhecidos — entre os tais formadores de opinião — diz claramente que é pela interrupção do segundo mandato de Dilma? Quem, sem subterfúgios, sem enrolação, sem atribuir pontos de vista aos outros, sem medo de correr riscos, sem a conversa fiada de que é contra tudo o que está aí, diz abertamente que defende o impeachment e a passeata do dia 15 pelo fim deste governo? É difícil. Há, entre os articuladores do impeachment, um acovardamento que envergonharia os lacerdistas, seus ancestrais golpistas dos anos 50. É constrangedora a falta de desprendimento dos que deveriam dizer que não suportarão os quatro anos do segundo mandato e que o grande sonho do revanchismo é fazer o governo sangrar até o impeachment ou a renúncia de Dilma. O golpe está apenas nas entrelinhas do discurso. Por isso, essa é uma semana para não esquecer. É agora que os indecisos, se é que existem, escolhem a sua passeata, ou ficam em casa vendo a banda passar. Surge então aquele temor de que em algum momento, ou por um dia, ou para sempre você poderá estar, diante de uma questão essencial, alinhado a uma certa gente estranha. São os riscos das livres escolhas. Posso estar errado, mas erro com convicção. Decidi seguir a turma dos já citados lá no começo, com os quais nunca teria grandes estranhamentos. Estou com Bresser-Pereira, Leonardo Boff, Luis Fernando Verissimo e Ricardo Semler. Não cheguei (e espero não chegar nunca) a uma situação extrema que me faça alinhado com o Bolsonaro.
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2015/03/moises-mendes-os-golpistas-encabulados-4715419.html

sábado, 4 de maio de 2013

Incomoda??? Como assim!?


campanhaliberdade from Antro Positivo on Vimeo.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Talvez um questionamento de muitos!?


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Talvez uma volta, uma discussão das redes sociais!

Mais uma ideia elitizada

Verdadeiramente, um tanto de achismo exagerado como também uma falta de senso de realidade. Nossa sociedade continua a acreditar que engaiolar pessoas é resolver os problemas. Quer dizer, vamos atacar, vamos oprimir, e esta é a melhor resolução: SEMPRE. 

Penso que cansamos disso. Talvez seja bom refletir um pouco; deixar de lado o que somos e o que aprendemos, talvez nosso modo de vida não seja o modo de vida do outro. Sei que é um tanto difícil, eu também tenho muitas dificuldades com isso. Porém, podemos dar essa chance a nós, as nossas imbecialidades. 




Olhos atentos